O desenvolvimento de líderes dentro das empresas é uma estratégia fundamental para garantir a continuidade do crescimento organizacional, engajamento dos colaboradores e fortalecimento da cultura corporativa.
Talvez um dos grandes desafios dos profissionais de RH seja construir programas de desenvolvimento de líderes que sejam eficazes, alinhados com os objetivos estratégicos da empresa e que realmente gerem engajamento por parte dos participantes.
Mas, como fazer isso da melhor forma? Após anos como líder na área de RH, eu, Marina Soares, tenho uma perspectiva diferente sobre essas iniciativas e quero apresentar para você os passos essenciais para desenvolver um programa de liderança de sucesso.
- Criando uma conexão entre a estratégia da empresa e a alta liderança
- A importância de ouvir todos os envolvidos no contexto organizacional
- Por que a participação da alta liderança é importante no treinamento de líderes?
- A importância de levar em consideração a cultura organizacional
- Como estruturar um programa de liderança mais assertivo
Criando uma conexão entre a estratégia da empresa e a alta liderança
Todo programa de liderança precisa estar alinhado com os objetivos e metas organizacionais da empresa. Afinal, trata-se de uma “dança” sistêmica: as fortalezas, necessidades, temas e ações discutidos e desenvolvidos devem refletir a realidade da companhia, assim como, contribuir para impulsionar seu próximo passo.
Quando essa urgência e necessidade são bem analisadas, o engajamento ocorre naturalmente, pois responde a uma demanda real. Afinal, quando há uma dor, todos buscam um remédio. O que acontece, muitas vezes, é que o RH não possui proximidade suficiente ou uma participação estratégica na empresa para compreender, com profundidade, suas estratégias.
Uma das formas mais eficazes de conectar o programa de liderança ao negócio é ouvir atentamente os clientes internos. Isso pode parecer óbvio, mas muitos RH’s não fazem essa escuta de forma estruturada. Por exemplo, se um líder solicita ao RH um curso de liderança para um grupo de supervisores, muitas vezes o RH já inicia a cotação de fornecedores sem antes aprofundar a necessidade.
A importância de ouvir todos os envolvidos no contexto organizacional
O caminho mais estratégico é ouvir não apenas o líder que fez a solicitação, mas também os supervisores, suas equipes, pares e clientes internos. Dessa forma, a definição da necessidade do treinamento se torna mais assertiva.
Muitos RH’s não conseguem definir claramente o briefing do que realmente aquela empresa precisa, por falta de informações coletadas. E qual é o risco disso? Criar algo que não faça sentido para quem vai participar.
Por isso, torna-se tão importante um briefing completo que conte com um diagnóstico sistêmico, levando em conta diversas questões de todo o contexto organizacional.
Por que a participação da alta liderança é importante no treinamento de líderes?
Outro ponto fundamental para o sucesso dos treinamentos, é a participação ativa da alta liderança ou do patrocinador do treinamento. Esse processo não deve ser uma bandeira exclusiva do RH.
Existe uma pesquisa da McKinsey (2021) intitulada “Como a capacitação pode impulsionar a transformação”, a qual destaca a importância da participação dos líderes seniores nos programas de treinamento:
“As pessoas tendem a imitar o comportamento de quem está ao seu redor. Por isso, líderes seniores devem atuar como modelos da mudança desejada. Quando demonstram os novos comportamentos, reforçam o compromisso com a transformação e aumentam em 5,3 vezes as chances de sucesso. Isso torna essencial que sejam os primeiros a participar dos programas de capacitação.”
No entanto, é raro vermos executivos participando das capacitações – seja interagindo, fazendo a abertura ou se envolvendo em momentos-chave ao longo do treinamento.
O RH deve sempre lembrar que o desenvolvimento da liderança não é uma responsabilidade exclusiva da área de Recursos Humanos. O papel do RH é contribuir, fornecer recursos, ferramentas, gerar facilitações para que os líderes possam desenvolver e gerir suas equipes, mas liderar as pessoas é responsabilidade do líder de cada área.
A importância de levar em consideração a cultura organizacional
Além destas premissas essenciais, o RH precisa ter plena consciência da maturidade da empresa e propor programas que respeitem sua cultura, bem como a maturidade tecnológica, emocional e social dos participantes.
Por exemplo, como profissional de RH, você pode querer oferecer uma experiência futurista, trazendo os melhores recursos disponíveis. No entanto, a realidade do dia a dia da empresa pode ser bem diferente. Então, como propor experiências de aprendizagem que respeitem essa maturidade, ao mesmo tempo em que instigam a mentalidade de crescimento?
Aqui entra o bom senso. Ter uma parceria sólida com os clientes internos, ser vulnerável e pedir opiniões são atitudes estratégicas. As equipes sempre expressam suas necessidades. Sendo assim, se o RH possui uma escuta ativa e empática, consegue captar o que realmente faz sentido e transformar isso na melhor experiência para seus clientes.
Como estruturar um programa de liderança mais assertivo
Na Casa da Liderança, acreditamos que o desenvolvimento de líderes vai além de treinamentos pontuais. Criamos programas estruturados que se conectam à estratégia da empresa e aos desafios do RH, garantindo uma abordagem mais completa e personalizada.
Nossa experiência vai além do desenvolvimento de lideranças – temos conhecimento profundo na estruturação da área de RH e já estivemos à frente da liderança desse setor. Isso nos permite desenhar soluções alinhadas às dores e expectativas do RH, com um olhar estratégico e prático.
O RH desempenha um papel essencial como facilitador no desenvolvimento da liderança dentro das organizações. Para que essa atuação seja verdadeiramente estratégica, é fundamental que os clientes – os líderes e suas equipes – estejam no centro de todas as ações. No entanto, muitas vezes, os profissionais de RH acabam se distanciando dessa perspectiva, definindo formatos e diretrizes sem uma conexão profunda com as reais necessidades do negócio.
Além disso, nossos programas são flexíveis e podem ser estruturados como um “combo”, combinando diferentes formatos e abordagens conforme a necessidade da empresa. Isso significa que, em vez de um modelo engessado, criamos soluções modulares, integrando workshops, mentorias, imersões e trilhas de desenvolvimento, sempre com o objetivo de fortalecer a liderança e o posicionamento estratégico do RH.
Com essa parceria, garantimos que os programas de liderança sejam não apenas assertivos, mas também alinhados à cultura, aos valores e aos desafios específicos de cada organização. Por meio dessas premissas, as chances de obter um maior engajamento nos programas de liderança, aumentam significativamente.
Marina Soares – Fundadora da Casa da Liderança